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Perfil do Gestor Público de Cultura

Atualizado: 4 de fev.

Lilian Rodrigues de Oliveira Rosa

2020


Conhecimento técnico, diálogo e pluralismo cultural.

Os contextos internacional e nacional pressionam os gestores públicos da cultura a desenvolver novas competências e habilidades, visando tornar a administração pública cada vez mais eficiente na oferta de serviços ao cidadão. A mais fundamental delas é a competência profissional na área específica da cultura. Planejar ações com objetivos de curto, médio e longo prazo, garantindo a articulação entre os anseios da população e a escassez de recursos públicos, constitui parte essencial desse processo.

Como líder de equipes e articulador de interesses diversos, o gestor público da cultura necessita de habilidade humana, caracterizada pela capacidade de comunicação com múltiplos setores, bem como pela negociação e administração de conflitos envolvendo a classe criativa, o setor empresarial, o terceiro setor e o poder público. Além disso, precisa estar apto a enfrentar crises e lidar com mudanças descontínuas, desenvolvendo planos capazes de superar descontinuidades governamentais e evitar que rupturas desarticulem programas de longo prazo.

A habilidade pública é outra condição fundamental para o administrador público da cultura que deseja desempenhar suas funções com excelência. Sua atuação deve pautar-se pela responsabilidade social, fundamentando-se nas noções de ética, democracia e compromisso com a cidadania, com os direitos culturais e com o respeito à diversidade cultural.

Além do conhecimento técnico sobre a cultura, o gestor precisa desenvolver competência gerencial e comprometimento com as políticas públicas nas quais está envolvido. Essa postura decorre da elevada responsabilidade inerente ao cargo e é condição essencial para garantir a efetividade na implantação de programas e políticas definidos pelo poder executivo.

Considerar esses aspectos significa compreender que não apenas o cargo de gestor tem se transformado, mas também as práticas conduzidas pelo Estado vêm sofrendo pressões crescentes por otimização de recursos e eficiência de resultados, em diálogo com referenciais tradicionalmente associados ao setor privado.

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